O fenômeno tem invadido o mundo dos negócios, mas antes de ingressar nesse universo, é preciso identificar se a companhia está preparada.

Assim como acontece com a computação em nuvem, a consumerização de TI é o tema do momento, afirmam especialistas do setor. A modalidade é conhecida pela incorporação de novas tecnologias ao ambiente de trabalho puxada pelos usuários.

Entre as soluções estão dispositivos móveis como iPhone, iPhad, celulares Android e tablets. Esse fenômeno vai alcançar dimensões cada vez maiores, não há dúvidas. E esse cenário se fortalece à medida que as organizações enfrentam pressão para apoiar o lema “traga seu próprio dispositivo para a empresa”. Lidar com essa situação é, sem dúvida, um desafio.

Com a chegada dos dispositivos no ambiente corporativo, saímos da era analógica e entramos na digital. O que isso significa? Hoje, as empresas estão-se tornando digitais até com os clientes, viabilizando o autoserviço.

“Saiba mais sobre os produtos da companhia em nosso site; efetue o pedido por meio do celular, verifique o status do seu serviço após logar em nossa página”. Essas são frases que certamente você já ouviu ou leu. A questão é que as empresas estão deixando a interação humana de lado e partindo para a digital.

É por isso que o número de usuários internos é maior do que o de usuários externos. Esse é o consumo de TI, e que representa talvez o maior desafio para as organizações. Mas, afinal, o que é preciso saber antes de ingressar na era da consumerização?

Os dispositivos estão-se tornando cada vez mais populares e a uma velocidade incrível. Na empresa, em vez de aceitar alguns e excluir outros, é preciso desenvolver uma estratégia que possibilite a aceitação de todos eles. Isso facilita e torna mais possível a integração de um aplicativo com os sistemas corporativos de TI.

Para viabilizar essa situação, alguns cuidados devem ser seguidos. Você precisa ter uma estratégia de integração bem definida que, de preferência, não demande uma equipe de projetos. Os conhecidos Applications Programming Interface (APIs) podem endereçar essas questões.

A rede é outra preocupação. Até então, a TI corporativa era normalmente previsível. Quando os usuários se conectavam às 8h na rede corporativa, ela ficava sobrecarregada, havia desaceleração na hora do almoço, o maior registro de acesso à rede, por sua vez acontecia na parte da tarde até que o expediente se encerasse.

No entanto, quando os dispositivos móveis estão espalhados pela empresa, é difícil saber quando eles vão interagir com a rede. O que fazer? Você precisa de uma solução elástica, que pode expandir ou encolher de acordo com a carga. É nesse contexto que a nuvem e os dispositivos formam um casamento ideal. Lembre-se de se certificar de que a cloud é realmente elástica, isso porque uma infraestrutura estática pode gerar problemas para a organização.

Outra questão importante quando assunto é consumerização de TI é que os sistemas precisam ser fáceis de usar e funcionais. Nos velhos tempos, se os usuários estavam descontentes com os aplicativos da empresa, esse não era o foco da atenção. Hoje, o quadro mudou. Os negócios estão mais ágeis e as pessoas também. Se elas não podem fazer o que precisam em dois ou três cliques, haverá desconforto entre os clientes internos.

Para evitar que isso aconteça, aprenda com os melhores lá fora. Examine os aplicativos de negócios móveis mais populares. Eu, por exemplo, uso o The Weather Channel e aplicativos FlightTrack Pro o tempo todo. Eles são simples, mas fundamentais para as viagens de trabalho. Seus aplicativos devem entregar valor na página inicial – sem alguém ter de fazer mais do que inserir algumas informações simples. Encontre pessoas que nunca usaram a aplicação antes e veja a impressão delas. Se marinheiros de primeira viagem têm uma boa experiência, você estará no caminho certo.

Em resumo, a consumerização de TI é muito mais complexa do que a adoção de soluções baseadas em Software as a Service (SaaS). Ela permite que os usuários finais se envolvam com os sistemas e sejam capazes de transformar suas relações de negócios. Só não se esqueça de se certificar de que está pronto para ingressar nesse mundo.

*Bernard Golden é CEO da consultoria HyperStratus, especializada em cloud computing

Fonte: Computerworld

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