Ninguém sabe ao certo se o termo Geração Y (jovens nascidos depois de 1980) é uma realidade sociológica ou uma invenção dos profissionais de gestão. Há também um punhado de controvérsias a respeito do rótulo de “nativos digitais” – já que nem todo jovem de 22 a 30 anos produz conteúdo para redes sociais ou blogs. Mas é fato que eles convivem com a tecnologia desde criancinhas e, sobretudo, estão sempre conectados ao mundo e idolatram a mobilidade.

Talvez faça mais sentido falar em Geração C – C de comunicação, conectividade, colaboração, cocriação, customização, comunidade… a lista de palavras com C que representam o comportamento (C de novo!) desses jovens é bem mais extensa. E alcança os mais novos, os chamados Millenials, nascidos a partir de 1990.

A Geração C tem uma preferência pelo uso de mídias digitais para buscar informação, construir conhecimento e trocar ideias. Sua conduta diária é caracterizada por três atributos:

1. Uso da tecnologia como uma ferramenta cotidiana para facilitar a comunicação e o trabalho

2. Desejo de participar e expectativa de conversação e interatividade

3. Crença no valor da colaboração: o poder do “nós” é maior do que o do “eu”

As conclusões são da pesquisa Enterprise Use of Social Networking, realizada anualmente pela consultoria de TI Gartner. Esses comportamentos estão muito presentes também na relação desses jovens com o trabalho. Eles privilegiam a ausência de hierarquias rígidas, não estão preocupados em fazer carreira em uma só empresa, têm objetivos de curto prazo e querem flexibilidade de horário e local de trabalho. Para preocupação das empresas mais conservadoras, também querem transportar para o ambiente corporativo a sua realidade de acesso ilimitado a redes sociais e tudo o que diz respeito a internet.

Como explicar a um jovem dessa geração – super familiarizado com as ferramentas web 2.0, celulares etc – que ele deve estar no escritório às 8h30 da manhã para uma reunião com seus colegas, trocar ideias e planejar o dia de trabalho? Acostumado a utilizar MSN, Skype, Facebook e outros recursos, esse jovem profissional acredita que é possível fazer tudo isso à distância, em reuniões virtuais eficazes e com economia de tempo.

A web 2.0 permite a criação de um espaço aberto de trabalho, menos convencional (mas nem por isso ineficiente). Jovens talentos se sentirão atraídos por essa perspectiva na hora de escolher uma empresa para trabalhar. Não será esse um dos pontos mais importantes para uma empresa 2.0?

Fonte: Blog Mídia8!: A geração C e a empresa 2.0.

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