Segundo o sócio-diretor da consultoria TGT, os CIOs devem estar preparados para priorizar os projetos e negociar melhor com outras áreas se quiserem tirar proveito da situação favorável no Brasil

As condições econômicas favoráveis e o impacto relativamente pequeno da crise colocaram o Brasil na lista das grandes promessas de crescimento mundial. Como resultado, um número maior de empresas traça estratégias para ampliar as operações no País.

Para os departamentos de TI das empresas instaladas no País, o reflexo disso pode ser positivo. Existe uma expectativa de aumento – mesmo que tímido – dos orçamentos da área de tecnologia da informação para suportar o crescimento das operações locais. No entanto, isso coloca em xeque a capacidade do CIO de priorizar demandas e a habilidade de negociação, alerta o sócio-diretor da consultoria TGT Consult, Ronei Silva.

Se, por um lado, a capacidade de investimentos pode ser aumentada, do outro, “os CIOs devem estar preparados para a enxurrada de projetos quer irão surgir”, alerta Silva. Ele aponta que os gestores de TI precisam descobrir quais as iniciativas que melhor se adequam ao novo cenário de negócios da corporação. “Caso contrário, o orçamento maior pode ser um tiro no pé”, pontua o especialista, ao reforçar que  o trabalho da área de tecnologia estará em evidência.

O especialista da TGT reforça também que o CIO é o grande catalisador de mudanças nas empresas e, por isso, enfrenta o desafio de usar melhor a verba destinada à TI, coordenar a equipe com eficiência e, principalmente, lidar com as exigências dos demais executivos. “Ele só não pode se iludir com a verba maior. Dentro das corporações, precisa conquistar credibilidade e demonstrar resultados”, considera.

Fonte: CIO

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