A estimativa é que no Brasil o trabalho remoto cresça, mas a uma taxa menor, proporcionalmente ao aumento do setor de serviços

Segurança da informação é um tema que a cada ano ganha mais espaço na agenda dos CIOs. Isso se deve a diversos fatores, tais como: a crescente adoção da Web 2.0, o amadurecimento do crime digital organizado, a sofisticação das ações de hackers e spammers, a crise econômica e o aumento das exigências associadas à conformidade às normas e regulamentações. Outro fator que demanda investimentos em segurança é o acesso remoto às redes e aos dados corporativos. Segundo o IDC, mais de 75% da força de trabalho nos EUA trabalharão de forma remota. A estimativa é que no Brasil o trabalho remoto também cresça, mas a uma taxa menor, proporcionalmente ao aumento do setor de serviços.

Com isso, os investimentos em segurança da informação passam a ser cada vez mais significativos. Segundo o Forrester, o mercado anual de serviços gerenciados de segurança da informação atingiu a cifra de US$ 4 bilhões e encontra-se em franca expansão. No Brasil, segundo a pesquisa recente realizada pela Pricewaterhouse Coopers junto a 682 executivos e responsáveis pelas áreas de TI ou negócios, a expectativa é que, em média, haja um aumento substancial dos investimentos neste ano. Mais de 50% dos entrevistados preveem aumento no orçamento com segurança da informação; 28% preveem aumento maior do que 10% no orçamento.

Vale ressaltar, que a prática efetiva de segurança da informação em qualquer organização exige mais do que investimentos em tecnologias. É necessário que as empresas possuam uma gestão que consiga integrar todo o ambiente de TI, regulamentações, inovações tecnológicas, processos e pessoas. A gestão de segurança corporativa da informação deve ser ágil em suas decisões e maximizar o valor relacionado à proteção do negócio, provendo apoio na seleção de soluções a todas às áreas da organização de forma a suportar e integrar toda e qualquer nova tecnologia em seu plano de gestão.

Uma vez que o grau de complexidade dos processos e da gestão da segurança da informação é alto, nem sempre as áreas de TI das organizações conseguem ter uma atuação abrangente o suficiente para ser efetiva e cobrir todas as necessidades. É aí que entra o papel dos parceiros estratégicos. Estes parceiros deverão estar aptos a suportar os principais processos, incluindo a definição do plano estratégico da segurança da informação, análise das demandas, gestão e suporte na elaboração de políticas e processos, seleção e implementação de tecnologias e soluções, bem como prestação de serviços gerenciados de TI, dos quais podemos destacar atividades preventivas de análise e correção de vulnerabilidades, atividades de monitoramento, gestão dos logs e correlação dos eventos, bem como atividades corretivas.

Portanto, dado o cenário de negócios que estamos vivenciando, somente com uma gestão integrada e com o suporte adequado é que os responsáveis pela segurança da informação conseguirão diminuir as áreas frágeis de seu ambiente de TI e blindar seu negócio contra eventuais riscos.

Fabiano Tafarelo (Gestor de Portfólio de Serviços da Siemens IT Solutions and Services)

Fonte: HSMonline.com.br

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