Para Chris Anderson, pequenos produtores podem fabricar algo de relevância

O especialista em tecnologia e diretor de redação da revista americana Wired, Chris Anderson, disse nesta sexta-feira (18) em São Paulo, durante o evento Info Trends, que a revolução provocada pela internet permitirá em um futuro próximo que qualquer pessoa se torne um grande empreendedor a partir de ideias inovadoras que saem do digital e vão parar no mundo físico.

Ele explicou que atualmente existe uma democracia dos meios de se produzir algum produto ou serviço.

– Com a internet, a pessoa pode morar no Brasil, trabalhar em parceria com um australiano, fazer com que seu produto seja fabricado na China e vendido nos Estados Unidos.

Anderson disse que a web é cada vez mais colaborativa e mesmo quem não tem uma empresa ou está dando os primeiros passos no mundo da tecnologia pode usar a rede para fazer um grande negócio.

– A possibilidade de criar está disponível para todos. O que vale é a boa ideia. Na internet temos a chance de publicar o que pensamos e podemos aprender. É lá que o conhecimento e a distribuição são gratuitos. Certamente, teremos cada vez mais gente participando desse processo e os preços dos aparelhos tecnológicos devem cair cada vez mais.

Como exemplo, ele citou o projeto Local Motors, em que a internet permite a colaboração voluntária de projetistas, engenheiros e outros profissionais com o objetivo de desenvolver carros com qualidade, eficiência e baixo custo de fabricação.

– Esse projeto funciona como a Wikipédia [enciclopédia colaborativa virtual]. Isso prova que todos podem se tornar designers de automóveis, porque o que conta é a motivação. Não é por dinheiro. Quem colabora nesse projeto ama carros. É por paixão que as pessoas fazem isso.

Nos blogs e redes sociais, por exemplo, seus usuários têm a chance de criar algo importante e com chance de repercussão mundial sem gastar para que isso aconteça.

Em seu livro mais famoso, chamado A Cauda Longa, o futurista conta que na internet qualquer produto pode ter um público consumidor. Para ele, todo o dinheiro movimentado por uma multidão de itens que não têm vendas espetaculares é igual à receita gerada por poucos serviços que fazem um tremendo sucesso.

Fonte: R7

No responses yet

Deixe uma resposta